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Morning Call - 12/01/2026 - Trump ataca Powell - Ouro em Máxima

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Agenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
15:00 – USA – Leilão de Treasury de 3 anos
15:00 – USA – Leilão de Treasury de 10 anos

Agenda de Autoridades:
14:30 – USA – Raphael Bostic, do Fed de Atlanta (Não Vota), moderará um debate em um evento organizado pelo Rotary Club de Atlanta.
14:45 – USA – Thomas Barkin, do Fed de Richmond (Não Vota), falará no Fórum de Previsão Econômica da Associação de Banqueiros da Carolina do Norte.
20:00 – USA – John Williams, do Fed de Nova York (Vota), fará o discurso de abertura no evento da Série C. Peter McColough sobre Economia Internacional, organizado pelo Conselho de Relações Exteriores.


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 MINDOLG2026


Estados Unidos

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Os futuros das ações de Nova York — USA500, USATEC, USAIND e USARUS — operam em forte baixa, pressionados pela escalada do conflito institucional entre o presidente Donald Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, aumentando a percepção de risco político sobre a condução da política monetária.

Payroll: O relatório de emprego dos Estados Unidos reforçou a leitura de que o Fed deve manter os juros inalterados no curto prazo. Em dezembro, foram criadas 50 mil vagas, abaixo da expectativa de 70 mil, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,4%, ante 4,6% em novembro. O conjunto dos dados indica desaceleração do mercado de trabalho, mas ainda sem sinais claros de deterioração abrupta.

Tarifas de Importação: A Supreme Court of the United States deverá se pronunciar no dia 14 de janeiro sobre a legalidade das tarifas globais impostas por Trump, um evento com potencial relevante para o cenário fiscal, inflacionário e para os mercados de risco.

Temporada de Balanços: A safra de resultados do quarto trimestre será aberta pelos grandes bancos americanos:
JPMorgan Chase (amanhã);
Bank of America, Citigroup e Wells Fargo (quarta-feira);
Goldman Sachs e Morgan Stanley (quinta-feira).

Na CME, os contratos futuros indicam 95% de probabilidade de manutenção da taxa de juros na reunião de janeiro do Fed.


Atritos entre Powell e Trump

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, revelou neste domingo que o Fed recebeu intimações do Departamento de Justiça na semana passada, relacionadas a declarações feitas por ele ao Congresso no verão passado. As intimações dizem respeito aos custos excedentes de um projeto de reforma de US$ 2,5 bilhões no complexo da sede do Fed, em Washington — uma iniciativa que Powell classificou como um “pretexto” para que Donald Trump amplie sua influência sobre a política de juros do banco central.

“Na sexta-feira, o Departamento de Justiça entregou ao Federal Reserve intimações de um grande júri, ameaçando uma acusação criminal relacionada ao meu depoimento perante o Comitê Bancário do Senado em junho passado”, afirmou Powell. “Essa ação sem precedentes deve ser vista à luz das ameaças e da pressão contínua do governo por taxas de juros mais baixas e, de forma mais ampla, por maior influência sobre o Fed.”

Segundo ele, “essa nova ameaça não tem a ver com meu depoimento de junho, nem com a reforma dos prédios do Federal Reserve. Tampouco tem relação com o papel de supervisão do Congresso. Esses são pretextos. A ameaça de acusações criminais é consequência direta do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que é melhor para o público, e não de acordo com as preferências do presidente.”

No Senado, o republicano Thom Tillis, responsável pela análise dos indicados presidenciais ao Fed, afirmou que a ameaça de indiciamento coloca em risco a “independência e a credibilidade” do Departamento de Justiça. Tillis declarou ainda que se oporá a quaisquer indicações de Trump para o Fed — incluindo a escolha do sucessor de Powell na presidência da instituição — “até que essa questão legal seja totalmente esclarecida”.

Powell, que foi nomeado presidente do Federal Reserve por Trump em 2018, encerra seu mandato como presidente em maio. No entanto, seu mandato de 14 anos como membro do Conselho de Governadores vai até 2028, o que lhe permite permanecer na instituição e potencialmente dificultar os planos da Casa Branca para remodelar a liderança do banco central.

Reação dos mercados:

O dólar americano recua frente às principais moedas, enquanto ouro e prata avançam para novas máximas históricas. As ações em Nova York operam em queda de até 1% no pré-mercado, e a ponta mais longa da curva de juros apresenta abertura, refletindo aumento do prêmio de risco institucional.

“As revelações desta noite representam uma escalada dramática nos esforços do governo para minar o Fed e podem desencadear uma série de consequências não intencionais que vão diretamente contra os objetivos declarados do presidente Trump”, afirmou Karl Schamotta, estrategista-chefe de mercado da Corpay, em Toronto.


Europa

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As ações europeias — EURO50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira. A exceção é o mercado alemão, com o DAX 40 GER40 e o MDAX GERMID50 sustentados pelo desempenho positivo das ações da Siemens e da Rheinmetall, ligadas aos setores de tecnologia e defesa.

O setor financeiro lidera as perdas, pressionado pelo apelo do presidente Donald Trump por um teto temporário para as taxas de juros de cartões de crédito. As ações do Barclays caem 4,5%, atingindo o menor nível em quase um mês, enquanto o HSBC recua cerca de 1%. Na sexta-feira, Trump defendeu a imposição de um limite de 10% para as taxas de juros dos cartões de crédito por um período de um ano, a partir de 20 de janeiro, sem detalhar os mecanismos de implementação.

O ambiente de aversão ao risco também foi reforçado pela busca por ativos considerados seguros, após assessores de Trump ameaçarem indiciar Jerome Powell por comentários feitos ao Congresso sobre um projeto de reforma de um prédio. Powell afirmou que a iniciativa representa uma tentativa de influenciar a política monetária.

No noticiário corporativo, as ações da AstraZeneca recuam quase 1% após a empresa perder sua posição no Nasdaq-100. Em contraste, a biotecnológica francesa Abivax dispara 22,8%, depois que seu CEO afirmou que grandes farmacêuticas não podem ignorar o potencial de seu medicamento experimental para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados asiáticos iniciam a semana em alta, com os índices Nikkei NI225 do Japão e Kospi KOSPI da Coreia do Sul registrando novas máximas históricas. O movimento acompanha o viés positivo das bolsas americanas na última sexta-feira, em um cenário considerado ideal para os mercados acionários: um mercado de trabalho que mostra sinais de estagnação — reforçando a perspectiva de cortes de juros — combinado a um consumo resiliente, que sustenta a tese de crescimento econômico robusto.

Apesar do tom construtivo, o movimento de rotação de carteiras é nítido, com as ações de semicondutores passando por uma pausa após os fortes ganhos recentes. Os traders buscam agora oportunidades em empresas que ficaram mais para trás em termos de valorização nos últimos meses.

Nas demais praças da região — Shenzhen 399001, Hang Seng HSI, China A50 XIN9, Shanghai 000001, TWSE 50 TW50 e ASX XJO — os índices também registraram altas consistentes, embora sem renovação de máximas históricas.


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