As ações da Apple são as que têm mais apanhado ultimamente. Quando o dinheiro está correndo atrás de narrativa e crescimento (AI, cloud, chips, datacenter), a Apple fica com um problema simples: ela é enorme, extremamente eficiente, mas o motor principal continua sendo um produto já onipresente.

Eu elenquei três pontos de risco de baixa para a Apple, que, à medida que crescem, podem afundar mais o preço da ação. Mas não se engane! Apple ainda é uma empresa muito relevante.
O primeiro ponto é a dependência do iPhone. Mesmo com Serviços crescendo e ajudando a margem, a percepção de risco ainda nasce do ciclo de upgrade.
Se o consumidor estica a vida útil do aparelho (o que é o meu hábito), se a inovação incremental parece “insuficiente” para disparar uma troca em massa, ou se a China esfria, o mercado entende que a Apple vai entregar um crescimento mais morno. E, para uma ação que muitas vezes carrega múltiplo de empresa premium, crescimento morno é veneno para o preço.
O segundo é o que eu chamo de “desconto de AI”.
Nos últimos ciclos, boa parte da reprecificação das Mag7 veio do mercado pagando caro por quem parecia estar mais perto do “botão de receita” da inteligência artificial. A Apple pode estar construindo a sua estratégia do jeito dela, mais integrada, mais privada, mais lenta e controlada, mas o mercado financeiro não tem paciência quando o tema dominante é velocidade.
Se o investidor conclui que o catalisador de curto prazo está mais claro em Nvidia, Microsoft, Amazon ou Alphabet, a Apple perde o holofote e vira uma posição que você segura por qualidade, não por explosão.
Terceiro e último ponto é a China e geopolítica, que para a Apple é risco real, não abstrato. Ela tem exposição tanto na cadeia produtiva quanto na demanda. Qualquer ruído de tarifa, restrição, tensionamento regulatório ou mudança de humor do consumidor chinês vira desconto no papel, porque afeta exatamente o que importa: volume, pricing power e margem.
Em momentos de estresse macro, o mercado quer cortar risco onde o risco é mais óbvio.
A junção desses três pontos representa o porquê da Apple ter sido a empresa do grupo seleto que mais perdeu valor. Porém, se eu fosse elencar um principal, diria que é o fato do subaproveitamento de IA integrada em seu produto que, se atualizado, automaticamente resolve um pequeno ciclo do problema um, falta de motivos para atualizar para o mais novo aparelho.
Mas não se esqueça, Apple não é uma empresa ruim, frequentemente negocia como “empresa perfeita”: qualidade de execução, marca, caixa, buybacks, ecossistema. Uma virada na narrativa e nos anúncios da companhia pode ser o gatilho de entrada perfeito.
Eu elenquei três pontos de risco de baixa para a Apple, que, à medida que crescem, podem afundar mais o preço da ação. Mas não se engane! Apple ainda é uma empresa muito relevante.
O primeiro ponto é a dependência do iPhone. Mesmo com Serviços crescendo e ajudando a margem, a percepção de risco ainda nasce do ciclo de upgrade.
Se o consumidor estica a vida útil do aparelho (o que é o meu hábito), se a inovação incremental parece “insuficiente” para disparar uma troca em massa, ou se a China esfria, o mercado entende que a Apple vai entregar um crescimento mais morno. E, para uma ação que muitas vezes carrega múltiplo de empresa premium, crescimento morno é veneno para o preço.
O segundo é o que eu chamo de “desconto de AI”.
Nos últimos ciclos, boa parte da reprecificação das Mag7 veio do mercado pagando caro por quem parecia estar mais perto do “botão de receita” da inteligência artificial. A Apple pode estar construindo a sua estratégia do jeito dela, mais integrada, mais privada, mais lenta e controlada, mas o mercado financeiro não tem paciência quando o tema dominante é velocidade.
Se o investidor conclui que o catalisador de curto prazo está mais claro em Nvidia, Microsoft, Amazon ou Alphabet, a Apple perde o holofote e vira uma posição que você segura por qualidade, não por explosão.
Terceiro e último ponto é a China e geopolítica, que para a Apple é risco real, não abstrato. Ela tem exposição tanto na cadeia produtiva quanto na demanda. Qualquer ruído de tarifa, restrição, tensionamento regulatório ou mudança de humor do consumidor chinês vira desconto no papel, porque afeta exatamente o que importa: volume, pricing power e margem.
Em momentos de estresse macro, o mercado quer cortar risco onde o risco é mais óbvio.
A junção desses três pontos representa o porquê da Apple ter sido a empresa do grupo seleto que mais perdeu valor. Porém, se eu fosse elencar um principal, diria que é o fato do subaproveitamento de IA integrada em seu produto que, se atualizado, automaticamente resolve um pequeno ciclo do problema um, falta de motivos para atualizar para o mais novo aparelho.
Mas não se esqueça, Apple não é uma empresa ruim, frequentemente negocia como “empresa perfeita”: qualidade de execução, marca, caixa, buybacks, ecossistema. Uma virada na narrativa e nos anúncios da companhia pode ser o gatilho de entrada perfeito.
Este é um estudo pessoal e não recomendação de investimento. Negocie pelo seu próprio risco.
Powiązane publikacje
Wyłączenie odpowiedzialności
Informacje i publikacje nie stanowią i nie powinny być traktowane jako porady finansowe, inwestycyjne, tradingowe ani jakiekolwiek inne rekomendacje dostarczane lub zatwierdzone przez TradingView. Więcej informacji znajduje się w Warunkach użytkowania.
Este é um estudo pessoal e não recomendação de investimento. Negocie pelo seu próprio risco.
Powiązane publikacje
Wyłączenie odpowiedzialności
Informacje i publikacje nie stanowią i nie powinny być traktowane jako porady finansowe, inwestycyjne, tradingowe ani jakiekolwiek inne rekomendacje dostarczane lub zatwierdzone przez TradingView. Więcej informacji znajduje się w Warunkach użytkowania.
